EXPERIÊNCIAS LEITORA


Alice Shinobu K. Kitakawa - Suzano -SP


Bem, a minha trajetória neste mundo letrado iniciou-se na escola, aos 7 anos, quando ingressei na "escola primária", até então não tinha muito contato com leitura. Nesta mesma época ingressei também numa escola japonesa e fui alfabetizada primeira no idioma japonês.
Eram métodos de ensino diferentes, na escola primária fiz muita atividade de coordenação motora fina, fiz muito "a onda vai, a onda vem", e outros "riscos", depois de algum tempo é que me apresentaram as letras, as sílabas, o alfabeto e textos. Enquanto que no idioma japonês já nos primeiros dias de aula tive contato com o alfabeto, escrevia e lia palavras e pequenos textos.
Desta primeira fase de escolarização não tenho boas lembranças, foi um tempo difícil sendo filha de imigrantes japoneses, onde na época a língua falada em casa era o japonês e ter que aprender o português foi um tanto quanto difícil, além disso, era muito tímida.
Outra situação difícil foi enfrentar a discriminação de colegas e até mesmo de alguns professores, pois tinha dificuldades de comunicar por causa do sotaque e do repertório "pobre" de palavras e expressões em português. Mas, o tempo se encarregou de tudo, fui crescendo, enfrentando e superando as dificuldades e aprendi a ler e escrever em português.
Nem tudo foi ruim, buscando na memória dos livros que li na minha infância/juventude, que gostei e foi muito marcante foi o "Meu Pé de Laranja Lima", adorei, ele me fez viajar entrar no mundo do personagem, foi muito gostoso, outro que tenho saudades é o livro "Reinações de Narizinho".
Hoje, na profissão que abracei leio muito e de tudo, pois na função de formador necessitamos sempre estar atualizado e antenado a tudo, sempre buscando subsídios para apoiar o meu trabalho.


Cleonice da Silva Menegatto - Sul 2 - SP

"Ler é imaginar vozes, viajar no colorido das histórias, se emocionar com um simples capítulo, é embarcar na história e seguir pelo mundo fictício dos livros". (Fabiana Fraga da Rosa - Escritora Brasileira)

A escritora Fabiana escreveu em poucas palavras o que penso sobre leitura. Sempre gostei de ler, ir a bibliotecas, buscar novos conhecimentos e novas histórias em livros. Adorava passar o meu tempo vago folheando livros em busca de uma nova leitura.
Atualmente as folhas de papel estão sendo substituídas pelas "telinhas", então pesquiso parte das minhas leituras na internet e outra parte em livros.


Evaristo Glória - Guarulhos Sul - SP

Comecei a ler assiduamente após meus vinte anos, quando criança não gostava nem de ler gibi, adora correr, rodar pião, jogar bolinha de gude, andar de carrinho de rolimã e outras coisas do gênero, mas há tempo para tudo, quando comecei quanto mais eu lia e mais variava minhas leituras, maiores eram minhas descobertas, esperava com isso saber sempre mais coisas. Li livros de filosofia e romance, literatura e piadas, psicologia e matemática, psicanálise e a Bíblia, li códigos civil, penal, penal militar, tributário, etc, sempre em busca de novos saberes. Recentemente descobri que todo excesso traz enfado, que tudo nesta vida é vaidade e hoje já não "consumo" livros, mas "leio com qualidade". Pensando bem não sei se já inventaram este termo, o que quero dizer com isso é que não tenho pressa em descobrir tantas coisas, mas tenho o desejo de mergulhar fundo em algumas leituras, quero poder conversar e debater sobre o que foi lido. O que me causa estranheza é que nas minhas leituras enquanto docente apenas alguns trechos realmente me chamam atenção, porque a maioria dos livros são prolixos. Já o trabalho de escrever me fascina, a dificuldade de transcrever saberes e sentimentos surge como um desafio a ser superado.


Orlando Gomes - Guarulhos Norte - SP

Lendo e ouvindo os depoimentos sobre leitura, foi possível relembrar as mesmas emoções e situações quando do meu envolvimento com a leitura. Lembro que na minha época de escola primária, minha saudosa professora D. Themis, era uma grande incentivadora quanto ao hábito de leitura. Era comum em datas comemorativas ela trazer e presentear os alunos com coleções de contos infantis (Walt Disney). Era uma festa, pois como nossos pais não tinham recursos para aquisição, o presente era esperado ansiosamente por toda a turma.
Lembro que num momento de minha juventude tinha como foco principal a leitura de pelo menos um livro a cada mês, principalmente do gênero de suspense (Agatha Christie). Eram horas dedicadas à leitura, era como se eu fizesse parte do enredo e muitas vezes me pegava criticando ou até mesmo buscando alternativas para solucionar certas situações apresentadas pelo autor.
Atualmente tenho o prazer de acompanhar minha filha caçula em sua trajetória escolar, ela está no 4º ano (3ª série) do EF e quase toda semana temos que realizar juntos uma leitura, onde eu como ouvinte tenho que colaborar com seu aprendizado identificando suas dificuldades leitoras.(Orlando Gomes)

Renata Novais Rospi - São Paulo - SP

Comecei a ler desde cedo. Meus pais sempre me incentivaram, assim  li muitos gibis do tio Patinhas, Monica, Mickey, Luluzinha, muito divertido.
Fiz coleção de livros das Edições Ouro. Não sei se alguém conhece. Eram livros pequenos, mas com diversas histórias, como: Operação café Roubado, A garota Rebelde, Meus Quinze Anos, entre outros. Eram leituras super prazerosas. Tenho alguns guardados até hoje.
Quando entrei na faculdade, logo comecei a trabalhar e o tempo ficou curto para a leitura. Mas um fato interessante aconteceu quando, depois de casada, devido ao emprego do meu marido, fomos morar na Itália por 2 anos. No início fiquei meio depressiva, longe dos meus pais, todos meus amigos. Com isso não quis fazer nada, nenhum curso. Depois, fui me acostumando, mas tinha a barreira da língua, apesar de não ser tão difícil. Com isso, resolvi comprar livros, revistas e li muito. Foi a melhor coisa que fiz porque me ajudou muito na comunicação. Comprei também gibis em italiano. Sempre ouvi dizer que ler enriquece o vocabulário e foi realmente isso que aconteceu.

Tereza Luiza M. marques - Suzano - SP

A minha experiência com a leitura vem desde pequena, pois meus pais sempre liam diversas histórias e depois vinha a moral da história no final. Foi um hábito prazeroso que persistiu por muitos anos e eu o tenho até hoje. Tenho o hábito de ler em média de 6 a 8 livros por ano, sejam eles romance, ficção científica, trilogia ou até mesmo específicos na área de matemática e física. Ler enriquece o vocabulário, torna a mente mais criativa e permite a construção de textos com coerência e coesão.
O livro mais marcante para mim foi o Escaravelho do Diabo na adolescência, tanto que devo ter relido umas dezenas de vezes e a algum tempo depois foi O Morros dos Ventos Uivantes que li 3 vezes e No Coração do Mar, baseado em fatos reais no qual originou-se a história Mobdick.

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